segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

RACHA NO PDT ESTADUAL


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Presidente do PDT Pará - GIOVANNI QUEIROZ

Via Blog Espalha Brasa
 
GIOVANNI QUEIROZ tenta rifar o secretário geral estadual RAIMUNDO PINHEIRO do PDT do Pará.

RAIMUNDO PINHEIRO antigo colaborador, e fiel escudeiro do "BABA ORIXÁ" todo poderoso ex Deputado Federal GIOVANNI QUEIROZ foi surpreendido com a atitude do seu ex chefe. QUEIROZ desembarcou em Belém, convocou PINHEIRO para uma reunião no antigo Hotel Sagres e lhe deu apenas 3 dias para desocupar as gavetas da secretaria do partido democrático trabalhista.
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Raimundo Pinheiro
QUEIROZ, vem tratando o PDT no Pará como o terreiro de uma de suas fazendas no sul daquele estado. Com o seu insucesso das eleições de 2014 cuspiu fogo pelas "ventas" e esfacelou a agremiação, várias lideranças preferiram se afastar do partido e ficaram de longe assistindo o circo pegar fogo. Nas eleições presidenciais o PDT apoiou DILMA ROUSSEFF e GIOVANNI QUEIROZ fazia campanha abertamente para o candidato do PSDB AÉCIO NEVES. Após a vitória do PT QUEIROZ forçou a barra e atravessou seu nome para que o deputado federal ANDRÉ FIGUEIREDO o indicasse para a presidência dos correios. Para todos esses conchavos GIOVANNI QUEIROZ sempre contou com o apoio inconteste do seu fiel escudeiro RAIMUNDO PINHEIRO que endossava as suas escaramuças.

Eis que nas ultimas eleições Municipais algo inexplicável ocorreu, e um sub grupo originário da liderança de RAIMUNDO PINHEIRO, envenenou a mente carcomida e enferrujada do velho líder GIOVANNI QUEIROZ que se encontra recluso em Goiânia. QUEIROZ pousou em Belém só para destituir RAIMUNDO. O problema é que o ex secretário geral  está prometendo reagir e já jogou a bola para o presidente nacional CARLOS LUPE. Esta história ainda vai dar muito o que falar. Até o finado BRIZOLA sabe que RAIMUNDO PINHEIRO fez o bem e o mal a soldo do ex deputado pedetista que está na relação dos aloprados das passagens aéreas do congresso nacional.

Manifestações e jornais fazem confusão em críticas a projetos, e Temer agradece




 
Jornal GGN - A repercussão dos atos realizados neste domingo (04) em favor da Operação Lava Jato recebeu ao longo do dia e noite outras conotações, além dos motivos protestados: colocar o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como escudos à revelia de Michel Temer.
 
O recado estava claro: o líder do movimento que organizou os protestos, Vem Pra Rua, Rogério Chequer explicou nas redes sociais que o grupo "não é a favor do Fora Temer". "Nós não temos nenhum interesse de tirar o Temer do poder", afirmou. E mais, em entrevista à BBC Brasil, o organizador disse que não podia controlar quem participa de seus atos, mas que esperava "que pessoas desalinhas das não se interessem em vir". Defendeu diretamente Temer, afirmando que o novo presidente "tem intenções extremamente positivas para o Brasil". O aviso do líder do Vem Pra Rua está em consonância com a reunião realizada no Planalto, em que Michel Temer pediu que os movimentos de direita o ajudassem.
 
Eram atos em favor da Operação Lava Jato e contra qualquer medida que pudesse impedir sua continuidade e avanço. Mas a "ameaça" à operação incluía não só a aprovação na Câmara dos Deputados, na calada da noite na última quarta-feira (30), das 10 Medidas incluindo tentativas de cercear atuação de investigadores, como também o Projeto de Lei do Senado 280, de Abuso de Autoridade, que quer evitar qualquer que seja o abuso cometido por juízes, delegados e procuradores. 
 
Mas a aprovação da Câmara, alterando as medidas um dia antes da agenda prevista no Senado para discutir a outra pauta, essa sim exclusiva aos abusos, provocou na população, com a ajuda dos meios de comunicação, uma interpretação de que tudo se tratava de ameaçar a Lava Jato.
 
 
Diante disso, as manifestações que eram para ser contra as alterações feitas pelos deputados federais na última quarta-feira, ampliou seu leque e, além de defender o próprio avanço da Operação Lava Jato, criticando o presidente da Câmara Rodrigo Maia, também pos na mira Renan Calheiros, presidente do Senado. Mas não Michel Temer, a voz ordenante do Executivo para as medidas que estão sendo aprovadas no Congresso.
 
Também os meios de comunicação fizeram seu papel. Apoiaram expressivamente as manifestações, destacando "famosos que defendem" os atos, a Lava Jato e contra a corrupção, nas propostas do Congresso.
 
"Das dez medidas sugeridas pelo Ministério Público Federal e que contaram com mais de 2 milhões de assinaturas de apoio, salvaram-se integralmente apenas duas. Os parlamentares ainda incluíram no projeto a tipificação do crime de abuso de autoridade para magistrados e integrantes do Ministério Público", divulgou O Globo, em reportagem que fez o balanço das manifestações.
 
 
A Folha trouxe destaque para as celebridades, como os atores Regina Duarte, Malvino Salvador, Susana Vieira e Juliana Paes, que ou integraram os atos, ou manifestaram seus apoios pelas redes sociais com fotografias e frases. 
 
 
A resposta de Temer foi de agradecimento. Em nota oficial, o Palácio do Planalto destacou o "comportamento exemplar" das manifestações deste domingo (04) por cerca de 200 cidades do Brasil e avaliou que os atos "fortalecem ainda mais" as instituições brasileiras.
 
"A força e a vitalidade de nossa democracia foram demonstradas mais uma vez, neste domingo, nas manifestações ocorridas em diversas cidades do país", elogiou o governo, por meio da Secretaria de Comunicação.
 
"Milhares de cidadãos expressaram suas ideias de forma pacífica e ordeira. Esse comportamento exemplar demonstra o respeito cívico que fortalece ainda mais nossas instituições. É preciso que os Poderes da República estejam sempre atentos às reivindicações da população brasileira", disse.
 
Por outro lado, o comunicado trará mais pressões para o governante, após as pautas de sua ampla base de apoio do Congresso serem aprovadas. A população que foi às ruas e os próprios jornais que valorizaram os atos ficarão atentos se Temer sancionará as leis dos deputados e senadores.
 
O Estadão mostrou isso, ao publicar reportagem de que as "manifestações país afora" devem "desacelerar" os projetos como o de Abuso de Autoridade. "A matéria poderá sair da pauta de votação do plenário do Senado amanhã", cobrou o jornal.
 
 
Ao mesmo tempo que a notícia revela pressão, tanto popular, quanto dos veículos de comunicação, para que o tema seja descartado pelo governo, também demonstra a tentativa de se misturar os dois projetos em andamento, um na Câmara e outro no Senado, como se fossem iguais.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Uma enciclopédia ambulante sobre Lampião e o cangaço

Coluna de Jadson Oliveira:  jornalista baiano. Trabalhou nos jornais Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Diário de Notícias, O Estado de S.Paulo e Movimento. Depois de aposentado virou blogueiro e tem viajado pela América do Sul e Caribe.
   






Legenda da foto: José Bezerra Lima Irmão, autor do livro ‘Lampião, a Raposa das Caatingas’ (Foto: Jadson Oliveira)

 

 
“Para se saber quem foi Lampião, é preciso situá-lo no contexto social de seu tempo e no espaço geográfico em que ele viveu. Só assim é possível compreender e julgar esse personagem que terminou sendo o símbolo de uma época no sertão nordestino”.
 
De Salvador-Bahia – Parece inevitável. Uma discussão sobre o Rei do Cangaço e o cangaceirismo desemboca na interrogação recorrente: o “capitão” Virgulino Ferreira, o Lampião, que aterrorizou o Nordeste brasileiro durante 17 anos, na primeira metade do século passado, foi bandido ou herói?
 
Isso aconteceu mais uma vez no último dia 26, na Faculdade de Arquitetura da UFBa, em Salvador, onde intelectuais baianos debateram o tema a partir da avaliação do livro ‘Lampião – a Raposa das Caatingas’.
 
O autor, José Bezerra Lima Irmão, foi taxativo: “Nem bandido nem herói, foi um cangaceiro”. Advertiu que a pergunta é a mais tola que se possa fazer e é simplória qualquer resposta dada às pressas.
 
“Para se saber quem foi Lampião, é preciso situá-lo no contexto social de seu tempo e no espaço geográfico em que ele viveu. Só assim, situando-o nas dimensões dos espaços físico e temporal, é possível compreender e julgar esse personagem que terminou sendo o símbolo de uma época no sertão nordestino”.
 
Este trechinho copiei da parte inicial do livro, um camalhaço (no bom sentido) de 736 páginas de letras miúdas. E dá o tom do conteúdo da exposição de José Bezerra para as pouco mais de 20 pessoas que foram ao encontro (uma pena tão pouca gente!).
 
Talvez não fosse necessário frisar que o autor deu uma mostra do seu conhecimento enciclopédico sobre o assunto, adjacências e contexto – Guerra de Canudos e outros levantes populares, coronelismo, violência, injustiças sociais, religiosidade, falta de instrução, vinganças familiares, luta “braba” pela terra e pela sobrevivência, ausência do Estado, mandos e desmandos dos coronéis, dos jagunços, da polícia e, óbvio, dos cangaceiros.
 
Sobre tudo isso, José Bezerra mostrou que sabe tudo, pode-se dizer sem medo do exagero. Tanto que o reconhecido escritor baiano, Oleone Coelho Fontes (autor, dentre outros livros, de ‘Lampião na Bahia’, já na décima edição), não hesitou em declarar que Bezerra esgotou o tema.
 
A estrutura social da época explica o fenômeno
 
Oleone, aliás, tem uma opinião bastante diferente da de Bezerra. Proclama com toda eloquência que Lampião foi um bandido, simplesmente assim, um bandido sanguinário. Invoca a favor de sua posição as inúmeras testemunhas ou contemporâneos dos fatos que entrevistou para escrever seu livro.
 
Presente ao encontro, Antonio Olavo, cineasta/documentarista baiano, mostrou-se afinado com grande parte da visão apresentada por Bezerra. Disse que respeita vozes diversas, mas discorda de enfoques como o de Oleone, frisando o fenômeno da reação dos cangaceiros frente a uma situação política, econômica e social marcada pela injustiça e violência.
 
O cenário natural de tal situação era a tirania capitaneada pelos coronéis e chefes políticos, que tinham a seu serviço jagunços e policiais, além de autoridades como delegados, juízes e padres.
 
Já os organizadores do debate, o professor Edmilson Carvalho e Jorge Oliver, velhos militantes do campo das esquerdas, defenderam a necessidade e a relevância do aprofundamento de tal discussão, levando em conta principalmente que as verdadeiras causas do cangaceirismo residem na estrutura social e política da sociedade de então. 
 
Bem, é preciso dizer que José Bezerra, um sergipano que vive em Salvador, é auditor da Receita estadual, com 70 anos, ainda não aposentado. Passou 11 anos atolado nas pesquisas, usando finais de semana, feriados, férias, licenças (preciso lhe perguntar como sua família aguentou, ou não aguentou?), com mais de 30 viagens pelos sete estados nordestinos por onde andou Lampião obrando suas controvertidas e famosas proezas.
 
PS: Edmilson Carvalho comentou que se trata duma obra “monumental”, que começou a ler as mais de 700 páginas, formato grande e letras miúdas, e só sossegou quando acabou. Eu já cheguei à página 85 e está até me atrapalhando, pois tenho outros afazeres e, infelizmente, não posso ficar o tempo todo na leitura. Um conselho: compre o livro. Em Salvador, pode ser encontrado na Saraiva (Salvador Shopping). Ou entre em contato com o autor por e-mail: josebezerra@terra.com.br  

terça-feira, 29 de novembro de 2016

O grande erro de Fidel, segundo Fidel

Coluna de Jadson Oliveira:  jornalista baiano. Trabalhou nos jornais Tribuna da Bahia, Jornal da Bahia, Diário de Notícias, O Estado de S.Paulo e Movimento. Depois de aposentado virou blogueiro e tem viajado pela América do Sul e Caribe.
 
 
 
 
 
 O grande erro foi ter pensado que sabia como construir o socialismo. Quantos líderes revolucionários, filósofos, comandantes, chefes políticos das esquerdas ou simples militantes não pensamos um dia, também, que sabíamos como construir o socialismo? A começar por Lênin, talvez o maior de todos...
 
 
 

 
De Salvador-Bahia – A revelação é de fonte inteiramente confiável, seu grande amigo e companheiro, o ex-presidente venezuelano Hugo Chávez, numa das entrevistas que concedeu ao jornalista José Vicente Rangel, editadas no livro ‘De Yare a Miraflores’ el mismo subversivo’ (Ediciones Correo del Orinoco – Yare é uma prisão e Miraflores é o palácio presidencial em Caracas).
 
Fidel Castro confessou a Chávez – contou o comandante da denominada Revolução Bolivariana – que seu grande erro foi ter pensado que sabia como construir o socialismo.
 
Quantos líderes revolucionários, filósofos, comandantes, chefes políticos das esquerdas ou simples militantes não pensamos um dia, também, que sabíamos como construir o socialismo?
 
A começar por Lênin, talvez o maior de todos, líder da Revolução Bolchevique de 1917, a pioneira, que espalhou auroras e promessas de redenção por esse mundão todo, aquecendo corações e levantando em rebeldia as maiorias de trabalhadores, de oprimidos e injustiçados. E após muitos êxitos, foi se perdendo nos descaminhos naturais diante da enorme fortaleza do capitalismo.
 
Passamos pela grande revolução chinesa, liderada por Mao Tse Tung, que acabou desembocando na grande potência econômica dos nossos dias, sustentada por um regime que muitos chamam – não sei qual a melhor caracterização – de capitalismo de Estado.
 
Houve ainda as experiências conhecidas formalmente como socialistas dos países do Leste europeu, um processo imposto de cima para baixo em decorrência da vitória da então União Soviética na Segunda Guerra Mundial e a partilha das zonas de influência acordada com as outras potências vitoriosas - Estados Unidos e Inglaterra. Era o chamado socialismo real que desmoronou junto com a URSS em 1989/92.
 
Cuba de Fidel – não me sai da memória em 2007, Fidel ainda vivo mas já afastado da governança, a estudantada gritando nas ruas de Havana um grito cadenciado, soberano, marcial, “Esta terra é de Fidel” – foi e ainda é, depois de mais de meio século de luta, um caso à parte, apesar do empenho cotidiano do gigante imperial e do bombardeio incessante da mídia hegemônica mundial.
 
Independência e soberania
 
Depois de quase meio século, passando pela tentativa rechaçada de invasão da ilha, por atos terroristas, pelo desumano bloqueio econômico, pelo poderoso e moderno aparato de propaganda da “inteligência” imperial, inclusive através de meios de comunicação clandestinos, pelo cerco infernal da cultura consumista, pelas inúmeras tentativas de assassinato de Fidel até a incrível sobrevivência após a queda da União Soviética.
 
É quase inacreditável: os cubanos – um país diminuto de 11 milhões de habitantes, localizado nas barbas do império – estão lá resistindo, qual os míticos gauleses de Obelix e Asterix nas barbas do império romano!
 
No quesito ‘independência e soberania’, plenamente vitoriosos. No quesito ‘qualidade de vida’, garantindo o mínimo de dignidade pessoal, com comida, moradia, educação e saúde para todos. No quesito ‘integração soberana da América Latina’, uma influência exemplar e poderosa, espraiando especialmente através de Chávez e da ALBA (Aliança Bolivariana para os Povos da nossa América).
 
No quesito ‘construção do socialismo”, certamente há muito a discutir. Fidel já destacou seu grande erro. Mas creio não restar dúvidas de que se trata da tentativa mais exitosa e duradoura de construção do socialismo no mundo.
 
Mesmo com erros no varejo, que são justamente os que são trombeteados e amplificados pelos monopólios da mídia inimiga, no Brasil plenamente dominante: estatização de pequenos negócios, repressão exercida por um forte Estado policial, perseguição a minorias religiosas, como os adeptos da santería (candomblé) e aos homossexuais, distorções que nos últimos anos vêm sendo enfrentadas e revertidas.
 
Há também os defeitos que são inventados e as qualidades que são transformadas em defeitos, pois não há limites éticos para uma imprensa hegemônica e raivosa contra tudo que possa significar uma esperança de melhoria de vida para as maiorias.
 
Deixo aqui a antevisão dos que sonhamos com um mundo melhor e mais justo: mais para frente – 50, 100, 200 anos? -, quando o socialismo – “a verdadeira democracia”, como gostava de dizer Chávez – criar mais asas, a obra monumental de Fidel terá o reconhecimento devido, ao lado de revolucionários e humanistas da altura de Marx, Lênin, Mao Tse Tung, Che Guevara... Quem mais? Talvez Jesus, separado da hipocrisia de muitos autocelebrados cristãos.

DIa do Músico: Kzam Gama é homenageado em Ananindeua

Maestro Cezar Farias, Pedrinho Cavallero entrgam comenda do Dia do Músico a Kzam Gama


Dia do Músico no Rotary


O baixista  Kzam Gama foi o grande homenageado em Ananindeua na oitava edição alusiva ao Dia do Músico (22/11 - Dia de Santa Cecília). O evento é organizado pelo maestro Cezar Farias e foi realizado no Rotary Clube na Cidade Nova. Kzam teve uma carreira internacional: morou na Europa por 13 anos, tocou com grandes nomes da MPB, trabalhou com Elis Regina por dois anos. Depois abandonou uma carreira promissora e, por amor, voltou ao Pará e veio morar no conjunto Cidade Nova, para ficar com sua amada. 
Ele sofreu um AVC  há 15 anos atrás, hoje está aposentando, segundo ele graças ao ex-prefeito Edmilson Rodrigues. Contou ao blog que foi amigo do maestro Waldemar Henrique e que o ex-governador Jader Barbalho deixou o maestro morar no Teatro da Paz, pois a casa onde ele residia em Belém estava caindo aos pedaços. Kzam comentou que se arrependeu de largar a carreira internacional  e voltar ao Pará: "Aqui o músico não tem mercado", disse.

Jogador paraense estava no avião da Chapecoense que caiu na Colômbia


Atacante Lucas Gomes é natural de Bragança e viajava com a delegação.

Avião caiu na madrugada desta terça-feira, 29, deixando mais de 70 mortos.

 (Foto: Cleberson Silva/Chapecoense)

O jogador paraense Lucas Gomes estava entre os passageiros do avião que transportava a delegação da Chapecoense para Medellín, na Colômbia, e que sofreu um acidente na madrugada desta terça-feira (29). Segundo autoridades colombianas, há 76 mortos e cinco sobreviventes.
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O atacante Lucas Gomes tem 26 anos e nasceu na cidade de Bragança, nordeste do Pará. Revelado pelo Bragantino, time tradicional do município, o jogador ainda teve passagem por São Raimundo-PA, Trem-AP, Castanhal-PA, Ananindeua-PA, Londrina, Sampaio Corrêa, Tuna Luso e Icasa, Fluminense e desde janeiro estava na Chapecoense, por onde disputou 55 partidas. Lucas e a equipe viajavam para o primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional.

Em entrevista por telefone para a TV Liberal, um dos cinco irmãos de Lucas contou que a família toda está abalada. “A gente está acompanhando pela televisão, é a única informação que a gente tem. Não tenho nem palavras, é muito difícil. A família está em choque, não tem o que dizer, uma situação dessas a gente vê acontecendo com os outros, mas não imagina com a gente. Tá todo mundo muito mal aqui”, disse Luiz Gomes, que mora com a família do jogador no interior de Bragança.

Acidente
O avião da LaMia, matrícula CP2933, decolou de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, com 81 pessoas a bordo: 72 passageiros e 9 tripulantes. Segundo o Aeroporto Internacional José Maria Cordova, de Medellín, os cinco sobreviventes são os jogadores Alan Ruschel, Danilo e Follmann, o jornalista Rafael Henzel e a comissária Ximena Suarez.

Segundo a imprensa local, a aeronave com o time catarinense perdeu contato com a torre de controle às 22h15 (local, 1h15 de Brasília) e caiu ao se aproximar do Aeroporto José Maria Córdova, em Rionegro, perto de Medellín.

O Comitê de Operação de Emergência (COE) e a gerência do aeroporto informaram que a aeronave se declarou em emergência por falha técnica às 22h (local) entre as cidades de Ceja e La Unión. Anteriormente, a imprensa colombiana informou possível falta de combustível como causa do acidente. Mas a mídia local informou que o piloto despejou combustível após perceber que o avião iria cair.